Enquanto em Mossoró, o conselho tutelar tenta a semanas uma audiencia com a senhora Prefeita, outro municipio do RN da uma lição de respeito aos direitos da criança adolescente. O prefeito de Dr. Severiano, foi escolhido para ser o prefeito da Cidade dos direitos na 8ª conferencia dos Direitos da Criança e adolescente em brasilia, que reúne mais de 2 mil participantes, escolhidos pelos estados, representando a sociedade civil e o governo para discutir temas relevantes, construir diretrizes e planejar a política pública relacionada à infância e à adolescência para os próximos 10 anos.
Dentre as diversas atividades realizadas, uma chama a atenção: a Cidade dos Direitos, espaço modelo criado para, de forma lúdica e ao mesmo tempo didática, mostrar as principais instituições do Sistema de Garantia de Direitos e sensibilizar os visitantes para a necessidade da garantia dos direitos.
A entrega simbólica das chaves da Cidade foi feita pelo ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), Paulo Vannuchi, a Francisco Neri de Oliveira, que é prefeito do município potiguar de Dr. Severiano, escolhido para o cargo simbólico devido ao seu comprometimento com a infância e adolescência. O município de Dr.Severiano conquistou pela segunda vez o Selo Unicef Município aprovado (edições de 2006 e de 2008), a última vez já na gestão de Francisco Neri, e está inscrito nesta nova edição 2009/2012.
A equipe do Selo UNICEF, entrevistou o prefeito leia abaixo.
A equipe do Site do Selo UNICEF fez, por telefone, uma entrevista com o Prefeito, que segue abaixo:
O que significa para o senhor ser eleito prefeito da cidade dos direitos?
É uma experiência nova, pois eu pude constatar que a obra maior de um gestor público tem que ser o investimento na criança. Aqui na cidade dos Direitos eu pude perceber a alegria e a satisfação que as crianças têm ao verem ao seu alcance aquilo que o Estatuto da Criança e do Adolescente garante e que nós, por ignorância ou por não conhecer o verdadeiro alcance dessa lei, deixamos de implantar. Nós constatamos o valor que tem o eficaz funcionamento das instâncias que integram o sistema de garantia de direitos para o município e para a vida da criança.
Como o senhor via a questão dos direitos de crianças e adolescentes antes e depois da iniciativa do Selo UNICEF?
Antes do Selo UNICEF eu não despertava para os direitos da criança, nem mesmo conhecia a lei chamada Estatuto da Criança e do Adolescente. 15 anos se passaram até que eu conhecesse o Estatuto, e eu só conheci por ocasião do Selo UNICEF. Então, se você me pergunta se houve alguma influência do Selo eu digo que houve sim! Por exemplo, eu só conheci o Estatuto da Criança e do Adolescente no momento em que o UNICEF chegou, apresentou o Selo, a metodologia, em que o município precisava melhorar, ter escola de qualidade, saúde de qualidade, ter conselho tutelar funcionando bem...
Se não fosse o UNICEF e o Selo eu poderia dizer que estaria até hoje sem conhecer o Estatuto e os reais direitos da criança e do adolescente. O UNICEF foi fundamental para mim, para que eu como gestor pudesse conhecer a lei e procurar garantir os direitos dos pequenos de minha cidade. Eu digo que o UNICEF tem sido para os municípios o pai de todas as crianças e, para mim, a bússola que norteia minhas ações para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes do município.